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Escritos são reflexos de vivências, trocas, pensamentos e desejos

  • Foto do escritor: António Vilhena
    António Vilhena
  • 19 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

O ser formador de opinião é muito mais do que escrever uma coluna “OPINIÃO” no jornal Folha Popular de São José do Vale do Rio Preto, que apesar de ser um veículo interiorano e circular digitalmente, inclusive no Face e Instagram, tem visibilidade comprovada – afinal esta é a edição de nº 451 do ano IX.

Independentemente o assunto a ser abordado e se o mesmo for no formato de ‘coluna’, há a tendência por parte de quem lê, saber quem é o autor o mesmo se dando quando da leitura de livros e de quando apreciamos obras de arte.

A assinatura, quer seja utilizado nome próprio, pseudônimo ou heterônimo não muda nem o sentido nem a importância, devendo tal decisão ser aceite e respeitada pois foi essa a vontade expressa no nome escolhido.

Aleatoriamente, alguns exemplos:

Fernando Pessoa, poeta português conhecido mundialmente, confundia e deixa até hoje estudiosos de sua obra perplexos ao lerem Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares, seus heterônimos.

Nair de Tefé, cuja biografia deveria ser mais conhecida (divulgada) foi uma brasileira à frente de seu tempo. Pintora, pianista, cantora, atriz e caricaturista, Nair utilizava um nome interessante para publicar suas caricaturas nos jornais da época: Rian – que, além de ser “Nair” de trás pra frente, também tem som semelhante à palavra francesa para “nada”, rien.

Clarice Lispector, nascida Chaya Pinkhasovna Lispector foi uma escritora e jornalista brasileira nascida na Ucrânia. Autora de romances, contos e ensaios, é considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka. Usou como pseudônimos Helen Palmer, Teresa Quadros.

Nelson Rodrigues, foi um escritor, jornalista, romancista, teatrólogo, contista e cronista de costumes e de futebol brasileiro. É considerado o mais influente dramaturgo do Brasil. Suas obras, mesmo que algumas consideradas polémicas e reacionárias estão disseminadas aos ‘quatro cantos’. “Meu destino é pecar” nome da coluna de uma publicação chamada O Jornal (Rio de Janeiro) era assinada por Suzana Flag e que alcançou grande sucesso. Outras colunas escritas por Suzana Flag originaram sete livros: "Meu destino é pecar", "Escravas do amor", "Minha vida", "Núpcias de fogo", "O homem proibido" e "A mentira". Todos foram lançados na década de 40 e início dos anos 50. Nelson Rodrigues ainda tinha outro pseudônimo feminino, Mirna.

Machado de Assis - Joaquim Maria Machado de Assis foi um escritor brasileiro, considerado por muitos críticos, estudiosos, escritores e leitores um dos maiores senão o maior nome da literatura do Brasil. Para o crítico literário norte-americano Harold Bloom, Machado de Assis é o maior escritor negro de todos os tempos. Conseguindo precoce notoriedade em jornais, publicava suas primeiras poesias e crônicas. Em sua maturidade, reunido a colegas próximos, fundou e foi o primeiro presidente unânime da Academia Brasileira de Letras.

Em muitos de seus escritos e correspondências usava entre outros pseudônimos: Dr. Semana; Sileno; Boas Noites; M.A.

Chico Buarque, Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido como Chico Buarque, é um músico, dramaturgo, escritor e ator brasileiro. É conhecido por ser um dos maiores nomes da música popular brasileira. Quem diria que de certa feita usou o pseudônimo Julinho da Adelaide.

A linha da ética e seriedade não é ténue para quem está comprometido com ela e só isso já bastaria para tornar autores credíveis, utilizadores ou não de pseudônimos.

A internet é uma rede de comunicação cujos fins e alcance a cada dia surpreende – ‘para o bem e para o mal’. Muita tinta e papel serão gastos, tecladas sem fim acontecerão na vã tentativa de encontrar um equilíbrio no conceito de ‘para o bem e para o mal’. A qualquer hora, a qualquer minuto ela – a internet – nos remete às profundezas das indagações de onde, nem sempre saímos com as respostas que gostaríamos de encontrar, mas nem tudo está perdido: pergunte a I.A.

IA.? Sim, Inteligência Artificial.  Sem querer ser trocista, vale a pena a pesquisa na internet sobre o assunto.

Divagações à parte, nem a internet nem a inteligência artificial conseguem nos elucidar de forma rápida, precisa e convincente a respeito do nosso lugar. Da sociedade a que estamos agregados; do vizinho que não deu bom dia; do político que após a eleição esqueceu moradias; da escola que muda conceitos e valores; das condições – físicas e humanas – nos atendimentos de saúde; da humanização ou sensibilização por parte de quem atende; da precariedade do transporte coletivo quer urbano quer intermunicipal; da burocracia ainda existente, mesmo que em certos aspectos sua existência seja considerada necessária.

Do... Da...

Para que não haja dúvidas, a coluna ‘Opinião’ leva meu nome e os escritos são reflexo de vivências, trocas, pensamentos e desejos.

 

 
 
 

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