top of page

E o tempo nos diz ...

  • Foto do escritor: António Vilhena
    António Vilhena
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

O tempo não alterou nem seu significado (da frase acima) tão pouco sua importância e aplicabilidade. Plutarco, seu autor, viveu no primeiro século d.C. Nascido grego assumiu o nome Romano – Lúcio Méstrio Plutarco, foi um historiador, biografo e filosofo deixando sua marca nas obras de maior relevância – Vidas Paralelas e Morália.

Sem quaisquer dúvidas e a cada dia a convicção se enraíza mais de que o tempo é o grande responsável pelo amadurecimento, pela proporcionalidade da reflexão, pelas correções no rumo do pensar e agir, pelas alterações no sentir, pelas certezas das diferenças do saber e praticar.

E mesmo que a convicção de tudo isso exista, não são raras as vezes que, num debate as participações não sejam inicialmente com ideias preconcebidas e ou que sempre sejam as melhores, as mais razoáveis e aplicáveis.

E o tempo nos diz sim e não.

E o tempo nos alerta a respeito da humildade, do despojamento, da modéstia, do respeito, da descrição.

E o tempo nos testa quando faz com que deparemos sutilezas e sandices; perspicácia, argúcia com inaptidão e idiotismo.

E o tempo a toda a hora nos mostra que somos nós que complicamos, tornamos tudo ou quase tudo mais difícil, ao invés de praticarmos a atual máxima: simples assim! Ponto.

Em função das atribuições que cada um tem, com certeza e por motivos diversos, sempre há a hora de um encontro, de uma reunião, uma conversa. Também os assuntos se diferenciam: de e sobre família; de e sobre negócios; de e sobre a comunidade, aí inclusos ou não temas específicos que ou são previamente comunicados ou que surgem de momento.

E o tempo nos diz para que a participação seja com o espírito desarmado e assim continue mesmo que no ardor e na defesa de ponto(s) de vista.

E o tempo nos ensina que provocação é própria dos indecisos e ou ineficientes.

E o tempo nos diz que o ouvir mais, propicia análise e meditação, fazendo com que erros de interpretação não sejam amiúde cometidos.

E o tempo nos diz que ao final, deverão ser o consenso e o bom senso os grandes destaques.

E o tempo nos diz que mesmo que mais tarde seja o reconhecimento, a percepção e a certeza de que há necessidade de reformulação de conceitos e ou de atitudes, assim deverá acontecer.

Talvez seja por tudo isso que a pergunta feita por ocasião de aniversário de nascimento “Você se sente mais sábio” tenha sua lógica e razão. E se assim for talvez possamos modificar a data da inquisição. Ao invés de anual por que não todos os dias?

 

Comentários


bottom of page