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Comportamentos

  • Foto do escritor: António Vilhena
    António Vilhena
  • 2 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura



O comportamento das pessoas é tema que sempre me desperta curiosidade, de tal ordem que me leva ao mundo das reflexões e do imaginário independentemente das situações que, por sinal, são bem diversificadas.

É na psicologia que encontramos respostas – algumas - para tentar entender os porquês das diversas ações e reações que praticamos e tomamos.

No mundo abstrato do pensar faço uma alegoria de duas pessoas sentadas, cada uma delas de um dos lados de uma mesa. Uma expõe e solicita; a outra ouve (nem sempre escuta) e decide. Em seguida, e é aí que as diferenças (na maior parte das vezes, grandes) aparecem, inverto os papéis: quem expõe e solicita passa a ouvir e decidir e vice-versa. A constatação é clara e cristalina. Quem tem o poder de decidir – que muitas vezes não ouve nem muito menos escuta – se transfigura no senhor todo poderoso, que tudo pode (acha que pode) e que se imagina, quantas e quantas vezes, o dono, o guardião da verdade.

            “Eu tenho o poder da decisão. É a mim que haveis de recorrer e sou eu que devo ser, além de respeitado, idolatrado, sem incertezas.”

Antes do descortinar das nuvens alegóricas sou levado a me dar exemplos do cotidiano e, de forma simples e transparente, vejo um cliente e um gerente do banco; um usuário do SUS e um atendente; um esportista e o dono da bola; um motorista e um guarda; um ator e um diretor; um pedinte e um passante; um colaborador e um chefe; um construtor e um fiscal; um cidadão e um político; um munícipe e um secretário; um... um... um...

Pergunto-me o que será que leva a proceder e agir de forma diferente somente porque mudamos de lado da mesa. Corporativismo? Pode ser!

Há uma tendência natural ao agrupamento dos iguais que, mesmo sendo em maior número, não detêm o poder. Logo, quem o possui terá a primazia de aglutinar e submeter. Mas por que não o exercer (o poder) de forma não só consciente, mas também com humildade, despojamento e até com deferência?

Acordei e não gostei do que vi, ouvi e escutei.

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